MINISTRO DA PALAVRA

  • Em COMUNIDADES
  • 29 Jul 2015
  • 17 Ago 2015
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Constituição Sacrosanctum Concilium (04/12/1963)

Após muitos séculos de silêncio sobre os leitores leigos na liturgia, a Igreja, na Constituição Sacrosanctum Concilium, veio lembrar que eles realizam um verdadeiro ministério litúrgico, e que, para o fazerem com piedade e do modo que convém, precisam de duas coisas: imbuir-se de espírito litúrgico e formar-se cada vez mais.

«Os (...) leitores (...) desempenham um autêntico ministério litúrgico. Exerçam, pois, o seu múnus com piedade autêntica e do modo que convém a tão grande ministério e que o Povo de Deus tem o direito de exigir. É, pois, necessário imbuí-los de espírito litúrgico (...) e formá-los para executarem perfeita e ordenadamente a parte que lhes compete» (SC 29: EDREL 2083).

«O leitor deve prestar grande atenção à maneira de dizer e pronunciar, e deve ser ele o primeiro a acolher a palavra divina no seu coração e na sua vida. «Lembre-se o leitor da dignidade da palavra de Deus e da importância do seu ofício, e preste assídua atenção à maneira de dizer e pronunciar, de modo que a palavra de Deus seja percebida com toda a clareza pelos participantes. Ao anunciar a palavra divina aos outros, ele próprio a deve acolher com docilidade e meditá-la com diligência, para dela dar testemunho com o seu modo de viver» (CB 32).

O leitor é um Ministro da Palavra, que está a serviço de Deus e da comunidade, deve estar consciente de está emprestando a sua voz ao próprio Deus.

Ministério significa: serviço e na Liturgia – “ação em favor de alguém”. - Assim, ao refletir sobre a missão do ministério dos leitores na liturgia, cabe iniciar com esta observação essencial:

O Ministério do leitor é: Serviço em favor de toda a assembleia que celebra o Senhor na liturgia. O leitor precisa se preparar, não consegue ler corretamente nas assembleias litúrgicas quem antes não treinou, não meditou, não penetrou no texto a ser proclamado. (Heb 4,12).

Antes de proclamar o texto o leitor deve fazer como profeta Ezequiel. “Filho do homem, falou-me, come o rolo que aqui está, e, em seguida vai falar à casa de Israel.

É preciso que o leitor saiba o texto com antecedência e procure aprofundar sua mensagem para poder dar vida e calor a leitura.

É importante que o leitor acredite e viva o que anuncia. Deus pede testemunhas vivas e o leitor deve ser uma dessas testemunhas.

O leitor pleno de Deus, o comunica a todos. Se nos assemelhamos a Cristo aqueles que nos virem, ficarão pensando Nele.

O leitor não apenas lê, mas comunica, proclama a Palavra de Deus.

A formação técnica do leitor também é muito importante. O leitor ao proclamar a Palavra de Deus deve fazê-lo de tal forma que todos os presentes da assembleia “ouçam e entendam”.

Ao se formar tecnicamente é bom que o leitor se lembre:

  1. Não é aluno de teatro (ator) ou candidato a locutor de rádio ou televisão;
  2. Ter o cuidado para não assumir atitude de pose;
  3. Não é “status”, cargo ou função, é ministério, um serviço.

Acatar com humildade as observações e orientações de seu formador ou da coordenação. Que orientações são essas: Postura, gestos, vestir-se dignamente para o exercício dessa missão.

Assim, é preciso que os leitores sejam capacitados, dignos em seu testemunho de vida cristã, espiritualidade e fé e que amem a palavra de Deus, a busquem como direção e guia e tenham por ela um amor profundo e constante em todos os momentos de sua vida.

Regina Aparecida dos Santos - Professora/Pedagoga - Pastoral Litúrgica.

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