Onze conselhos para o bom leitor

  • Em INFORMATIVO
  • 28 Jul 2015
  • 17 Ago 2015
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1. Ler a leitura antes. Se puder ser, em voz alta e várias vezes. Lê-la para entender o seu sentido, e para ver que entoação se deve dar a cada frase, quais são as frases que se devem ressaltar, onde estão os pontos e as vírgulas, em que palavras se poderá tropeçar, etc.

2. Estar preparado e aproximar-se do ambão no momento oportuno, isto é, não quando se está a dizer ou a cantar outra coisa. E procurar não vir de um lugar distante da igreja; se for necessário, deve aproximar-se discretamente, antes do momento de subir.

3. Quando estiver diante do ambão, deve ter em conta a posição do corpo. Não se trata de adoptar posturas rígidas, nem, pelo contrário, ler com as mãos nos bolsos, ou atrás das costas, ou com as pernas cruzadas...!

4. Colocar-se à distância adequada do microfone para que se ouça bem. Por causa da distância, freqüentemente, ouve-se mal. Não começar, portanto, enquanto o microfone não estiver ajustado à sua medida (que deverá ser feito antes: a medida adequada costuma ser a um palmo da boca e na direção da mesma). E lembrar-se que os estampidos que acontecem ou os ruídos que se fazem diante do microfone são ampliados...

5. Não começar nunca sem que haja silêncio absoluto e as pessoas estejam realmente atentas.

6. Ler devagar. O principal defeito dos leitores costuma ser precisamente esse: ler depressa. Se lermos depressa, as pessoas, com algum esforço, poderão conseguir entender-nos, mas aquilo que lemos não entrará no seu interior. Recordemos: este continua a ser o principal defeito.

7. Além de ler devagar, há que manter um tom geral de calma. Há que afastar o estilo do leitor que sobe à pressa começa a leitura sem olhar as pessoas e, ao acabar, foge ainda mais depressa. Não deve ser assim: deve-se chegar ao ambão, respirar antes de começar a ler, ler fazendo pausas nas vírgulas e fazendo uma respiração completa em cada ponto, fazendo uma pausa no final, antes de dizer "Palavra do Senhor", escutar no ambão a resposta da assembléia e voltar ao lugar. Aprender a ler sem pressa, com aprumo e segurança custa; por isso, é importante fazer os ensaios e provas que forem necessários: é a única maneira!

8. Vocalizar. Ou seja, remarcar cada sílaba, mover os lábios e a boca, não atropelar a leitura. Sem afetação nem teatro, mas recordando que se está “atuando” em público, e que o público tem que captar tudo bem. E uma atuação em público é distinta de uma conversa na rua.

9. Não baixar o tom nos finais de frase. As últimas sílabas de cada frase têm que se ouvir tão bem como todas as restantes. Infelizmente, a tendência é para nestas sílabas se baixar o tom tornando-as ininteligíveis.

10. Procurar ler com a cabeça levantada. O tom de voz será mais alto e, portanto, mais fácil de captar. Se for necessário, deve-se pegar no livro, levantando-o, para não ter que baixar a cabeça.

11. Antes de começar a leitura, olhar a assembléia. No final, dizer "Palavra do Senhor", olhando a assembléia. E, ao longo da leitura, com naturalidade, olhar também de vez em quando. Estas olhadelas, no meio da leitura, não se têm que impor como um propósito, o que seria artificial. Mas se sair naturalmente, poderá ser útil, especialmente nas frases mais relevantes: ajuda a acentuá-las, a criar um clima comunitário, e a ler mais devagar.

Josep Lligadas, O leitor e o animador, Setembro 2000, Paulinas, Lisboa.

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