HOMILIA DO 27º DOMINGO DO TEMPO COMUM

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  • 06 Out 2017
  • 06 Out 2017
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internetBruna Sampaio

“Não somos donos do Reino”

A vinha do Senhor

Lemos o evangelho de S. Mateus em continuação à parábola dos dois filhos. Quem responde ao chamado do Pai para trabalhar na vinha faz sua vontade, mesmo que tenha recusado o convite ao Reino por sua maneira de viver. O texto de hoje continua a temática da recusa até com atitudes violentas contra os que vieram buscar os direitos de Deus. A vinha era um dos nomes do povo de Deus: “A vinha do Senhor é a casa de Israel” (Is 5,7). Deus confiou sua vinha aos chefes do povo para que ela produzisse frutos para Deus. Era uma vinha preciosa. Isaias descreve que ela, tão bem preparada, só produziu uvas selvagens. O que acontecerá com a vinha que não correspondeu? Vai virar pasto. “Deus esperava do povo frutos de justiça – e eis a injustiça; esperava obras de bondade e eis a iniqüidade” (Is 5,7). Para Isaias é a vinha que não corresponde. Deus preparou muito esse povo com muito carinho e atenção. Mas, o fruto não veio. No texto de Mateus temos outro enfoque: a vinha é boa, os trabalhadores que foram maus. Em sua maldade se fizeram os donos da vinha. Jesus descreve a história do povo. Seus dirigentes não cumpriram sua missão e não deram a Deus os frutos. Deus cobrou frutos de justiça e bondade através dos profetas. Estes foram recusados, espancados e até mortos. Deus então tenta o estremo: Envia seu filho. Acontece o pior. Ao verem o filho, dizem: “Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da herança. Agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram” (Mt 21,37-38). Jesus é o Filho enviado pelo Pai.

O Reino vos será tirado

Entra em julgamento a atitude dos malvados agricultores. Jesus pergunta aos seus interlocutores: “O que fará o dono da vinha com os vinhateiros”? Responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros que lhe entregarão os frutos no tempo certo” (Mt 21,40-41). Eles mesmos respondem dizendo qual é sua missão como responsáveis pelo povo de Deus: “Entregar os frutos a seu tempo”. E dizem também qual será sua sorte: “destruídos”. Jesus se coloca como o Filho e eles sendo descartados da responsabilidade do Reino. Agora é Ele quem dá os frutos a Deus. Diz: "A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se pedra angular” (Sl 117,22). Aqui entramos em uma aplicação prática para a Igreja e todos os que se dizem responsáveis, padres, bispos, pastores e outros, também leigos. Deus confiou seu povo a pessoas de sua confiança para levarem o povo a Deus. Acontece que, nem sempre, fazemos isso e queremos dizer que somos donos do rebanho, do povo de Deus. Estamos respeitando os direitos que Deus tem sobre seu povo? Não estamos destruindo esse povo a tal ponto que não dê frutos a Deus. Vivemos para o Senhor, ou para nós?

Cuidando da vinha

O cuidado com a vinha, o povo de Deus, vai ser justamente levá-lo a ser fiel a Deus e dar frutos bons como diz Isaías. Quem sabe essa debandada do povo da fé, da vida com Deus não seja culpa nossa, dos responsáveis. Não será culpa da Igreja e das Igrejas? Ezequiel chama a atenção dos pastores que se aproveitam do rebanho, não cuidam dos doentes e exploram os sadios. É o momento de aprofundar nossa missão e levar o povo a produzir frutos a Deus. E frutos sadios, não vazios de vida. O que pregamos? Não estamos zelando da vinha para nós ou para Deus? Cristo só conduz a Deus.Paulo nos orienta: “Ocupai-vos com tudo que é verdadeiro... tudo que é virtude” (Fl,4,8).

Pe. Luiz Carlos de Oliveira CSsR

Vigário Paroquial

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