Outubro Rosa

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  • 15 Out 2018
  • 15 Out 2018
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outubro rosa
outubro rosaSimone Godoy

Um ato de amor

Outubro Rosa: Uma mulher que se ama!

No setembro amarelo, abordamos a importância de que falar sobre o suicídio é o melhor modo de prevenção até o momento. Quando chegarmos no novembro azul o preconceito será a palavra chave. Já no outubro rosa temos muito que perceber sobre o diagnóstico precoce do câncer de mama, do colo de útero, entre outros, que devem ser abordados. Dentre eles os sofrimentos psíquicos e existenciais que o tratamento do câncer traz à subjetividade da mulher. A prevenção está muito além do autoexame.

A Psicologia entende que o corpo físico não pode ser visto isoladamente da experiência de vida das pessoas e dos determinantes sociais da saúde. Por isso, a abordagem preventiva não pode ser apenas focada no biológico. Afinal, saúde não é apenas a ausência de doença, mas estado de bem-estar biopsicossocial produzido a partir da interação entre os eixos biológico, psicológico e social, conforme preconiza a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Todos os anos no mês de outubro, a Campanha Outubro Rosa toma conta de nossos dias, com iluminações rosas, fitas, faixas, camisetas entre tantos modos de divulgação da importância da prevenção ao câncer de mama. Praticamente todas as instâncias governamentais, e boa parte das ongs de direitos humanos e das mulheres, investem pesado na divulgação e convocação ao autoexame e na procura de orientação qualificada nos centros de saúde.

Desde sua criação a campanha tem ajudado muitas mulheres a superar o medo e o preconceito, e a buscarem apoio dos meios de saúde; uma vez que este é caso de saúde pública; não só o de câncer de mama, mas o de colo de útero e todos os tipos de câncer que atingem as mulher, até as DST's (doenças sexualmente transmissíveis). Segundo dados do ministério da saúde, o numero de mamografias feitas em 2014, cerca de 24%, esta muito abaixo dos 70% recomendados pela Organização Mundial de Saúde OMS.

Pouco se fala de como o tratamento do câncer de mama interfere na subjetividade da feminilidade da mulher. O tratamento se torna inteiramente invasivo e doloroso. A retirada da mama em alguns casos, tratamentos químicos em outros que podem levar a perda do cabelo, parte fundamental da beleza e autoestima feminina, reconstituição da mama, medo de perder sua feminilidade, de perder o parceiro/marido, o emprego e a carreira colocados em risco, a rejeição de si mesma, a dor e o sofrimento invadem ao fundo a alma de uma mulher. Aquilo que na alma é uma paixão no corpo é uma reação nos afirma Descartes.

Guerreiras que são estas mulheres não lutam somente com uma dor e doença física, mas com algo que as deixa mais fortes frente a realidades tão distintas. Trazer de volta a autoestima dentro de um processo de tratamento de câncer é sem duvidas a maior batalha que estas guerreiras podem travar diariamente. Buscar compreender estas subjetividades do ser mulher pode ajudar a fazer com que unidas elas possam se mobilizar e ajudar para que outras mulheres que passarem por este mesmo caminho possam superar com dignidade uma fase que tem se mostrado cada vez mais, com ótimos resultados de cura quando diagnosticados e tratados o quanto antes descobertos. Por isso ainda hoje a importância de tantas formas de divulgação da campanha para a prevenção, para que nunca se caia no esquecimento que um toque pode fazer toda a diferença em sua história e o que é uma mulher que se ama!

No Site Outubro Rosa você pode obter mais informações sobre a campanha. O cuidado de si é um gesto de amor!

André Luís Garcia

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