Novembro Azul

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  • 21 Nov 2018
  • 21 Nov 2018
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Novembro Azul
Novembro AzulSimone Godoy

Sem preconceitos, sem tabus, sem medos!

O dia 17 de novembro é o dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata. Com o crescente aumento de casos de câncer de próstata e também outros, até mesmo de mama em homens, a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Ministério da Saúde do Brasil, assim como as ONG’s que tratam do assunto, estenderam a todo o mês de novembro a campanha Novembro Azul, e quer falar a todos os homens e aos próximos deles.

O principal fator ainda hoje quando se fala de prevenção ao câncer de próstata em homens ou quaisquer tipos de câncer ou DST’s é o preconceito e os estereótipos que circulam nas rodas de conversa entre homens. O medo de passar por um especialista para fazer o exame preventivo, toca em algo que vai muito além das piadas entre os amigos e familiares, mas ao extremo de criar tabus que homens que fazem o exame preventivo perdem a virilidade ou ficam impotentes.

A masculinidade de um homem não se mede em exames, ou de qualquer outro modo. É algo subjetivo de cada sujeito. Um time de futebol não faz alguém mais homem do que outro nem dentro de um circo. Não existe medida de macheza. Existe bom senso e zelo por si, em preocupar-se consigo e com os seus e buscar redução de danos a sofrimento que qualquer doença pode trazer a uma pessoa.

Uma coisa não tem nada com outra. A impotência nos homens em sua maioria esta relacionada a fatores psicológicos. E é sabido que mesmo aqueles que passam por cirurgia em alguns casos específicos de câncer de próstata não perdem a impotência ou a virilidade.

Junto com o preconceito temos o medo de o homem deixar de ser homem, o que não passa de uma terrível piada de mau gosto. Assim como nos casos de câncer em mulheres a prevenção ainda é o melhor remédio. Lembrando que o câncer de próstata é o segundo que mais mata homens depois dos casos de câncer de pulmão.

Temos que nos atentar que, homens com casos de câncer na família devem redobrar os cuidados e a prevenção começa mais cedo aos 40 anos. Tabagismo, uso abusivo de álcool e outras drogas, e casos de histórico familiar da doença, contribuem mais para a incidência de casos. Mas isso não isenta os demais, pois muitos casos não são levados a conhecimento pelos próprios pacientes em tratamento, ou num grupo familiar, pelo fato de terem receio das chacotas e desgastes que podem chegar num pós-tratamento. Há casos de filhos só ficarem sabendo de casos em casa depois do óbito do pai ou amigos.

O véu que cobre as doenças nos homens incluindo também as DST’s tem que ser desvelado. O sujeito de si como um todo, e não somente biológico, deve cuidar de sua saúde física e mental, sabendo que os fatores de preconceito, tabus e medos são causa de profundo sofrimento subjetivo nos homens. Na dúvida é melhor procurar um profissional e conversar sobre o assunto. Informar não custa nada e pode salvar vidas. Há muitas perdas que são necessárias no ser humano, e nos homens a principal é o preconceito.

André Luís Garcia

Psicólogo

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