Reflexão da Palavra

“Família, Sacramento da Redenção.” Deus é família Quando queremos falar bem de uma pessoa que nos impressiona, dizemos: ele é muito família. Refere-se a uma qualidade que supre muitos defeitos. A família é seu referencial primeiro. O texto de Lucas narrando a consagração de Jesus declara-O, pela lei, pertencente a Deus. No livro do Êxodo, os primogênitos dos judeus eram propriedade de Deus pelo fato de terem sido poupados na matança dos primogênitos no Egito. Deviam ser resgatados (Ex 13,2). Assim cumprem a lei. A família de Jesus se alarga com Simeão e Ana, que viviam a esperança do Messias e reconhecem o Menino. Maria está envolvida no sofrimento do Filho. A família se torna o berço e a escola de formação de Jesus: “Voltaram a Nazaré, sua cidade. O Menino crescia e se tornava forte, cheio de sabedoria. E a graça de Deus estava com Ele” (Lc 39-40). As virtudes familiares que Paulo ensina aos Colossenses são a explicitação do mandamento “amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” (Jo 15,17). Aqui podemos compreender um pouco mais sobre o sacramento do matrimônio. É a realização do mandamento do amor. O matrimônio não é uma cerimônia do passado na qual se assinam papéis, mas é uma aliança que se define pela opção ratificada na celebração. O sacramento não é só um papel passado ou um juramento. A matéria do sacramento não se reduz ao sim, mas à entrega de vida que vai penetrar o casal e todos da família e da comunidade. O Sacramento do Matrimônio se estende por toda vida e envolve a todos. —  Pe. Luiz Carlos de Oliveira, 31/12/2017.
“Natal! Um Filho nos foi dado” Natal, coisa da gente A serenidade do Natal tem origem naquela noite distante, no escondido de um lugar humilde, no coração de duas pessoas cheias de ternura para com um Menino recém-nascido. Ele era o Filho de Deus. É muito difícil falar do nascimento de Jesus. É como sentir o sabor de uma fruta que não se comeu. A celebração da liturgia procura os sentimentos através dos textos litúrgicos. Esse nascimento é como diz Isaias, para a alegria da paz. Compara com as festas da colheita ou com a vitória sobre o inimigo. O salmo 95 nos convida a cantar efusivamente diante de todas as nações. É um louvor que vem de toda a natureza. Vem do fundo do mar, vem dos campos de frutos abundantes. Exultam as florestas e as matas. Céus e terra exultam. Nada fica fora do louvor. Esse louvor é completado pelos Anjos que fazem um coro celestial. Somos convidados e alimentar nossa alegria abandonando toda impiedade e paixões e vivendo no mundo com equilíbrio e piedade (Tt 2,11-14). A alegria está na libertação dos males e na busca da vida que nos foi comunicada pelo Menino de Belém. A narrativa do nascimento de Jesus, tão sucinta e cheia de ternura, mostra como se realizou o projeto salvador de Deus. Deus parte do homem para alcançar o coração do homem. O amor de Deus manifestado em Cristo passa pela condição humana, deixando-nos na certeza de que podemos fazer o mesmo. Nós nos associamos aos anjos para cantar: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por Ele amados” (Lc 2,14). Os pastores participam desse louvor indo a Belém ver o Menino. —  Pe. Luiz Carlos de Oliveira, 25/12/2017.
“Preparai o caminho” Deus visita seu povo O Advento nos traz a figura magnífica de João Batista, o Precursor. Ele vem adiante de Jesus para preparar seu caminho e apresentá-Lo. Veio para preparar ao Senhor um povo perfeito (Lc 1,17). Ele tem consciência de sua missão. O evangelista Marcos colhe a dimensão dessa missão: é um profeta enviado por Deus. Jesus o chama de o maior entre os nascidos de mulher, mais que um profeta (Mt 11,11). Vem anunciar a presença do Messias prometido. Prepara os caminhos para Deus vir ao mundo na pessoa de seu Filho Jesus. Nesse sentido se entende que João é a realização da profecia de Isaias. Esse grande profeta anuncia a vinda de Deus para a libertação do povo. Deus vem glorioso para levar os exilados de volta à pátria. Deus é o pastor que conduz esse povo, não por um deserto inóspito e cheio de serpentes, como foi a peregrinação do povo no Egito, mas num caminho verdejante e sombreado. Como pastor o conduz com carinho. João não prega um caminho através do deserto que floresce, mas um caminho aberto nos corações para a chegada do Messias. João pregava a conversão dos pecados. Essa conversão era acompanhada de um rito exterior de um banho ritual. Não se trata de nosso batismo, pois é para conversão e penitência. Seu batismo era símbolo daquele que devia vir depois, feito no Espírito Santo. Jesus também foi receber esse Batismo. Depois o Pai “batiza-O no Espírito” apresentando-O como Filho amado. João é importante para entendermos a vinda de Cristo. Ele não é o Messias. É a última profecia sobre o Enviado de Deus. —  Pe. Luiz Carlos de Oliveira, 10/12/2017.
Deus está em nós pelo dons da graça, fazendo de nosso ser um templo onde habita constantemente. —  Pe. Haroldo Rahm, 18/08/2016.
" O primeiro em pedir desculpas é o mais valente , o primeiro em perdoar é o mais forte, o primeiro em esquecer é o mais feliz". —  Papa Francisco, 27/04/2016.
Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário que você veja toda a escada, apenas dê o primeiro passo. —  Martin Luther, 19/04/2016.
Se queremos seguir Cristo de perto, não podemos procurar uma vida cômoda e tranquila . Será uma vida empenhada,  mas cheia de  alegria. —  Papa Francisco, 16/02/2016.