Ano Liturgico

O domingo, dia da Ressurreição de Jesus é a primeira celebração a se fixar. É o dia do Senhor. Era a Páscoa semanal. A seguir vem a celebração do Domingo da Páscoa. Vamos tratar da festa da Páscoa mais para frente, porque em breve vamos iniciar o tempo da Manifestação do Senhor, com o Advento e o Natal. Não é a ordem correta, mas é pastoral para momento.

Assim, depois de estruturada a Páscoa, as comunidades começaram a organizar a festa do Natal que deve ser chamado de Manifestação do Senhor, unindo o tempo do Advento, Natal, Epifania e Batismo do Senhor.

Já no século III temos sinais, mas a criação das festas natalinas vem do século IV. Vejamos que são quase 400 anos para se chegar a compreender a necessidade destas festas natalinas. Por que a criam? Os cristãos começam a se perguntar: ‘Como e de onde veio o Cristo que ressuscitou?’ Como não era conhecida a data do nascimento de Cristo, fez-se o cálculo do tempo e escolheu-se uma festa pagã para colocar a festa cristã no lugar. É a primeira hipótese. Era uma prática comum colocar no lugar de uma festa pagã, uma festa cristã. Assim os cristãos não se envolviam com lembranças pagãs.

A segunda hipótese é a escolha da festa do nascimento do deus Sol Vencedor (dies natalis solis invicti), dia 25 de dezembro, e neste dia celebrar o nascimento do verdadeiro Sol da Justiça (Sol iustitiae), no solstício de inverno, quando o tempo de sol do dia vence a noite que era maior. O dia passa a ser mais longo (25.12). Por isso os textos da liturgia, compostos por S. Leão Magno, estão cheios da palavra luz.

No Oriente, esta festa é celebrada dia 6 de janeiro, com o nome de Epifania, que quer dizer Manifestação. Por isso temos uma dupla festa da Manifestação de Cristo ao mundo. No Ocidente, dias 25 de dezembro, a manifestação aos Pastores. No Oriente, dia 6 de Janeiro, a manifestação aos Magos.

Esta festa está intimamente ligada à Páscoa. É o mistério da salvação que é conhecido em seu aspecto de vinda ao mundo. Ele vem consagrar o mundo por meio de sua Encarnação e de toda sua obra de Salvação.

Há mais uma teoria sobre o 25 de dezembro. Celebramos dia 25 de março a Anunciação do Senhor. É o dia da Encarnação. Por isso o Natal se celebra dia 25. Dizia-se que a data da Encarnação coincidia com a data da morte de Jesus, que se calculava que fosse dia 25 de março. É uma hipótese a mais. Boa para mostrar a íntima união de todo o Mistério Pascal de Cristo.

Por comparação com a festa da Páscoa, que tem uma Quaresma, começou-se a celebrar um tipo de Quaresma para o Natal. A esta chamamos de Advento.

Posted by Altair On novembro - 26 - 2009 Destaque

Vitória Siqueira (Crismanda da Comunidade de São Benedito)

Você pergunta:O que me confunde é sobre o que acontece conosco após a morte!
Pe. Ferdinando Mancílio C. Ss. R. -Vigário Paroquial (Aparecida, SP).

Vitória, seu nome já diz a resposta para sua pergunta: vitória, triunfo, glória. Você é muito jovem e tem a vida toda pela frente, e na sua idade surgem mesmo estas interrogações. O ser humano sempre perguntou sobre isto, e a morte é uma interrogação constante de todos os homens e mulheres.

Vamos fazer uma comparação: Nós todos fomos gestados em nossa mamãe. Foi no seio materno que iniciou nossa vida, por um desejo de Deus, pois a vida só vem dele. Mas, depois que nascemos, normalmente não nos lembramos mais de que estivemos no seio materno, e agora se conta só a vida que vivemos.Do mesmo modo, após a morte, na eternidade, onde a vida é plenitude, com certeza também não lembraremos mais que estivemos na terra, pois a felicidade irá nos tomar por inteiro, e não sobrará nenhuma brechinha para qualquer tristeza.

Nada deve nos amedrontar, pois, junto de Deus, só há paz e felicidade. Foi assim que nos ensinou Jesus. Portanto, não é a razão humana que vai explicar a

eternidade, mas a fé, a Palavra de Jesus, seu evangelho. Enquanto aqui vivemos trata-se de sermos uma pessoa carregada de bondade, de misericórdia, de compaixão e solidariedade. E nestes gestos já vamos vivendoo céu aqui na terra, e depois na sua plenitude.

Vitória, tenha sempre um coração generoso, e assim terá muita paz sempre. Que o Senhor te faça forte na fé.

Posted by peferdinando On novembro - 25 - 2009 Últimas Notícias

advento

Esperar é sempre um desafio.Esperar é verdadeiramente uma arte. No mundo apressado de nossos tempos, esperar custa muito. Passamos dos tempos das pedras para os tempos das pressas.

Advento é espera – do latim: adventus: chegada, vinda – que por sua vez vem do grego: parusia – que significa presença, chegada.

O Tempo Litúrgico do Advento é, pois, um tempo muito bonito e importante -para os cristãos. Nele celebramos a realidade última do homem e da mulher, quando o Cristo coroar definitivamente a história da humanidade em sua vinda gloriosa.

Mas também é o tempo em que celebramos a vinda humilde do Senhor, em nossa condição humana. No tempo do Advento estão, pois, presentes

a Belém de Judá e a vinda de Cristo no fim dos tempos.

Mas, não podemos ficar com instintos milenaristas, ou seja, voltados unicamente para o fim do mundo. Esta é uma verdade revelada pelo Cristo, mas devemos viver o aqui e agora, irmanados, bebendo da fonte do Evangelho que nos conduz para o futuro. Por isso, o Advento não é unicamente tempo de espera, mas tempo da presença do Senhor em nossa história humana. Ele está já presente no mundo, no coração das pessoas, nas atitudes de amor e de misericórdia. Advento é, pois,presença do Senhor já começada entre nós.

Mesmo diante das muitas contradições de nosso mundo, temos a certeza de que a semente do Reino continua a crescer, às vezes de modo oculto, sem que percebamos a realização já presente do projeto do Pai. A presença de Deus já começou até chegar o dia de sua presença total.

Como viver bem este tempo do Advento?

É tempo propício de conversão. É hora de rever os valores que defendemos. É hora de abraçar nossa pobreza, ou seja, saber que dependemos de Deus, e viver com alegria a certeza da presença divina. É tempo de esperança porque Cristo é nossa esperança (1Tm 1,1).

Nossas Comunidades, celebrando bem este Tempo do Advento, na alegre esperança poderá dizer: Maranatha! Vem, Senhor Jesus, amém! Mas sem retornar a Ele, não

há como viver ou celebrar a esperança dele. São os mansos e os humildes que tomam posse do Reino.

Posted by admin On novembro - 25 - 2009 Homilias