Morro_Cruzeiro A palavra perspectiva nos dá um sentido bem amplo da vida e de nossos projetos. Ela significa avistar ao longe, até onde os olhos alcançam.  Mesmo sendo capazes de olhar para além de onde estamos nossa visão será sempre limitada. Nossos olhos não são capazes de abarcar toda a imensidão. Por isso, os cientistas astrônomos precisam dos potentes telescópios. Só assim conseguem uma visão maior e com seus detalhes.

Quando falamos de perspectiva em nossa realidade paroquial, devemos primeiro nos situar dentro deste espaço apostólico, a que chamamos de paróquia. Cada Comunidade, como uma importante célula deste corpo, forma o todo paroquial, pastoral, eclesial e apostólico. Trata-se, pois, no espírito apostólico, de fazer a vida circular entre nós, sem perder tempo em quimeras, coisas e coisinhas. O olhar largo é fundamental para o crescimento na vida cristã.

Julgo importantes alguns pontos que nos fazem olhar adiante:

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AMAR a Comunidade: dar-se a ela com ardor, oferecer o pouco ou o máximo de si mesmo para que ela seja viva e presente é, de fato, uma exigência. Sem amor e sem dedicação não se constrói nada em lugar algum. Jesus elogiou a pobre viúva que no templo colocou apenas duas moedinhas. O importante é o dar-se de si mesmo, e não a quantidade. O pouco feito com amor torna-se abundante pela graça de Deus.

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O SENTIDO de PERTENÇA: cada cristão deve sentir-se pertencente à Comunidade. Essa perspectiva da pertença – pertencer, ser membro ativo, interessar-se – motiva a vida das pessoas e minha própria vida. É tão bom ter essa referência de ser e de pertencer a uma Comunidade cristã. É como nossa família. Nós não dizemos sempre: “A minha família?” Também vale este mesmo sentido para minha Comunidade. Ela me pertence e eu pertenço a ela, e por isso, posso cantar: “Eu sou feliz é na Comunidade. Na Comunidade eu sou feliz!

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A PARTILHA: não há amor nem pertença, nem presença do Reino se não acontece a partilha dentro da Comunidade cristã. Partilhar, solidarizar-se com as necessidades urgentes, mas também partilhar a própria vida, os serviços, as preocupações. Se eu posso oferecer dez minutos de serviço à Comunidade, que eu o faça com amor. O ruim é não fazer nada e ainda falar do que não foi feito. Qualquer um de nós pode dar um pouco de si para a Comunidade. Basta querer. Basta dispor-se.

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Portanto, a perspectiva que deve nos tocar neste início de ano é a de colocar o coração em tudo o que faço. Fazer com o coração, ou seja, carregado de sentimentos humanos e de fé, de evangelho e de caridade. A Paróquia somos nós, e tudo o que eu fizer estou fazendo para eu mesmo. Então, ame sua paróquia e faça dela sua casa. Caminhemos juntos, pois, “se sozinho rezo bem, com você vai melhor!”.

Posted by altair On dezembro - 28 - 2009 Boas Notícias Destaque

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