“Acordei-me e com a manhã encontrei a sua carta. Não sei o que ela diz, eu não sei ler. Deixarei o sábio tranqüilo com seus livros, não o importunarei. Oxalá eu soubesse decifrar a mensagem. Não posso encontrar aquilo que procuro. Não posso compreender aquilo que gostaria de saber. Mas esta carta indecifrada aliciou-me de meus pesos, e transformou em canto os meus pensamentos”. {R. Tagore}
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O clima pascal em que vivemos é como a brisa suave do amanhecer: Não queremos que ela se afaste de nós. E quem ainda não contemplou o alvorecer numa manhã de domingo? É bom que o faça! Há uma grandeza tão perto e tão imensa na qual estamos todos imersos: A graça pascal, que é vida, que é ressurreição, que é plenitude.
É preciso descobrir-nos e descobrir no outro a preciosidade da vida como dom, presente de Deus, consagrado no batismo. O amor ou é entrega e doação ou não é amor. Ele é entrega, doação. Páscoa é plenitude de amor, e no batismo cristão só podemos nos configurar neste amor.
Páscoa nos faz olhar para além com os olhos carregados de misericórdia.
Quanta misericórdia precisa o mundo e precisamos nós. Que bom seria se nossos olhos descobrissem a luta silenciosa da bondade de Deus, da sua misericórdia. A vida que se faz dom faz-se também misericórdia. Avançar para as águas mais profundas com o frágil barco de nossa existência,
dom guardado em vaso de barro, mas sempre amoldado pelas mãos do Criador. Pelo nosso Batismo passamos pela Páscoa do Senhor, que nos amolda com seu amor misericordioso.
Valem-nos as palavras de D. Helder: “Quando o trabalho ensopar as roupas dos humildes, olha em torno e verás como os anjos recolhem as gotas de suor, como se recolhessem brilhantes!” Busque, pois, o que permanece e realiza você, e nenhuma traça ou ferrugem poderá estragá-lo!
Autor: Manfersil


