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Quanto custa uma atitude de amor? Custa o preço da paz e da harmonia interior, além da bênção do céu. Peço licença ao Pe. Zezinho para dizer-lhe que “em cada mulher que a terra criou, um traço de Deus Maria deixou, um sonho de mãe Maria plantou para o mundo encontrar a paz”.

A verdade de Deus chama-se amor. Deus não sabe tomar outra atitude senão a do amor e sempre carregado de misericórdia.

Quem adota uma criança está a favor da vida, a favor do Reino, como nos diz o próprio Jesus: “Quem acolhe em meu nome uma destas crianças, a mim acolhe” – Mc 9,37. Temos clínicas sofisticadas para animais, mas faltam berçários e assistência social adequados para as crianças dos pobres. E mesmo assim nos afirmamos como cristãos. Ser cristão não é acreditar numa teoria, mas numa pessoa que se chama Jesus Cristo. E a fé tem tudo a ver com a vida. Quem pode contestar a beleza e a grandeza, na verdade um gesto sagrado, da mãe que embala sua criança em seu colo ou a amamenta em seu peito? Nesse gesto vão-se embora todas as barreiras e ideologias vãs.

Conversei com a mãe de muitos filhos, que me disse: “Todos são meus, mas nem todos”. Mas, como? “É possível, além dos da gente, amar os de outros, que não tiveram amor”. E os filhos estão aí, apinhados em seu coração, nobre e divino coração! Mas a medida hedonista de nossos dias vai dizer-nos que isso é uma loucura. “Não podeis servir a Deus e definir a vida pelo prazer, acomodação e dinheiro.

Quem encontra amor sabe de seu valor, e quem é acolhido com amor, como não poderá amar? Ninguém escapa do amor que realiza e faz gerar a vida. Nós podemos fugir, fugir e fugir, mas ele estará ali, sempre à espera e nos dando toda oportunidade possível para acolhê-lo.

Quem acolhe a quem não foi acolhido tem merecimento de eternidade, pois acolher o excluído, o abandonado ou rejeitado é ter atitude divina. O egoísmo cria toda forma de rejeição e ainda quer justificar-se; porém, o amor não cria limites e nos faz voar com asas de águia. Imagino que se houvesse mais amor haveria menos delinquência, pois o tamanho da violência é o tamanho do amor que se reclama.

Quem adotou uma criança manifesta seu amor, e quem adotou mais de uma certamente viu o quanto vale o coração que está aberto para o amor. Bastariam algumas atitudes de sincero amor, para tirar de nosso meio tanta dor e tanta fome de amor.

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Autor: Manfersil

Posted by Altair On abril - 15 - 2010 Destaque Homilias

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Gosto muito mesmo da figura do apóstolo Pedro. Pessoa formidável. Corajoso e medroso, decidido e retraído. É bem a figura de muitos de nós: Topamos com firmeza impressionante, mas no primeiro obstáculo recuamos, às vezes.

Quando Jesus passou à beira do mar da Galiléia, lá estavam Pedro, André e João.

Ainda que de surpresa abandonaram tudo. Seguem ao som do chamado. Não sabem ainda muito bem quem Ele é, mas que misteriosamente os atrai.

Toparam a parada e seguiram a Jesus: “Deixaram imediatamente suas redes e o seguiram” (Mc 1,18). Interessante que não houve nenhuma oferta de bens, de benefício disto ou daquilo. E ainda largaram sua única segurança: O barco e as redes! O convite foi para que mudassem o jeito de pescar. Outro dia disseram-me: “Se eu fizer isto para a Comunidade, quanto que eu vou ganhar?” A primeira preocupação era com o benefício possível. Imagine o Big Brother: Quais os valores que nos apresenta? Nenhum, pois é verdadeiro lixo eletrônico, invadindo nossas casas. Você gosta dele? E passivos nós ficamos…

Pedro e os outros apóstolos simplesmente seguiram a Jesus. Trata-se, pois, de decisão diante do sublime convite para o seguimento de Jesus.

Jesus chamou homens rudes, simples, sem cultura, pobres pescadores, mas generosos na gratuidade. E Jesus foi trabalhando o coração de cada um deles. Foram tão transformados que se tornaram os maiores líderes da humanidade. E Pedro, impulsivo: “Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça” (Jo 13,9), ou retraído: “Não conheço este homem de quem falais” (Mc 14,71). Certo é que os apóstolos foram sendo amoldados pelo próprio Cristo, como o barro é amoldado nas mãos do oleiro. Deixaram-se seduzir pela verdade de Cristo, principalmente depois de sua ressurreição.

Por isso, Pedro, mesmo diante de tanta oposição ao seguidores Jesus, vai dizer cheio de coragem bem na porta do Templo de Jerusalém: “Ouro e prata eu não tenho, mas o que eu tenho eu te dou: Em nome de Jesus Cristo, levanta-te e anda!” (At 3,5-8). Aquele que foi “inconstante” é agora testemunha autêntica da ressurreição. É a coragem do amor, do testemunho, sem medo de dizer que ama e que tem fé.

Pedro tem muito a dizer para nós, também medrosos em dar testemunho fiel do Cristo em nossos dias. As atitudes de Pedro nos encorajam a viver a fé num mundo tão marcado por superficialidades, onde o relativo torna-se absoluto, a mentira é a verdade…

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Autor: Manfersil

Posted by Altair On abril - 15 - 2010 Boas Notícias Destaque